Criada em 1951, a ESPM nasceu de um sonho. Sonho impulsionado pelo momento vivido pelo País. Era época de crescimento econômico e populacional, de investimentos estrangeiros em alta, da euforia do pós-guerra e do surgimento da televisão, entre tantos outros marcos da história social e econômica brasileira. Em meio a tamanha efervescência, urgia habilitar profissionais para atuarem no campo da propaganda e divulgar uma gama cada vez maior de produtos. Em consonância com esse sonho, o escritor e publicitário, Rodolfo Lima Martensen, elaborou o projeto de criação de uma escola, logo apoiado por dois nomes de peso no cenário das artes e do meio empresarial nacional: Pietro Maria Bardi, fundador do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e Assis Chateaubriand, magnata do ramo das comunicações.
Batizada de Escola de Propaganda do Museu de Arte de São Paulo, a instituição manteve-se instalada no Masp até 1955. Sob a direção de Martensen e com o slogan ‘Ensina quem faz’, a escola reunia, nesse tempo, profissionais do mercado para ministrar os cursos. “A Escola nasceu da prática e continuou sendo prática durante muitos e muitos anos”, explica Piratininga. A propaganda era, então, tratada como arte.
Gradualmente, o panorama começou a mudar, e profissionais de ensino foram ocupando espaço entre os professores.
A década de 1970 guardaria algumas guinadas na trajetória de sucesso da Escola. A primeira foi a alteração de nome para Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Em 1971, sob a direção de Otto Hugo Scherb, a instituição foi reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). Três anos depois, iniciou-se a expansão, com a abertura da unidade do Rio de Janeiro. Em 1978, a ESPM começou a oferecer cursos de pós-graduação. Já na década de 1980, o professor Francisco Gracioso assumiu a presidência da Escola. Nessa época, sob sua gestão, a unidade de Porto Alegre deu início a suas atividades, e a ESPM entrou em um ciclo virtuoso de crescimento e desenvolvimento, passando por uma reestruturação na gestão, assim como no conteúdo dos cursos.
De lá para cá muito foi aperfeiçoado. Três novos cursos de graduação foram anexados ao portfolio da Escola – Administração (1991), Design (2004) e Relações Internacionais, com ênfase em Marketing e Negócios (2006) –, as atividades de pós-graduação tiveram grande incremento e o investimento em métodos didáticos adequados ao objetivo da transmissão do melhor arcabouço teórico tornou-se obstinação, mas sem esquecer o foco no mercado.
Todo esse esforço tem moldado o crescimento da Escola e pode ser traduzido no reconhecimento como centro de excelência no ensino de Administração, Marketing e Comunicação com o mercado.
O ano de 2007 marca o início de um novo capítulo na história da ESPM. A eleição do professor Luiz Celso de Piratininga para a presidência encerra outros desafios. Desafios, sim, mas sem ruptura com os valores e a missão abraçados pela Escola. Afinal, eles a conduziram à posição conquistada no cenário da educação superior no Brasil.
Em 2009, J. Roberto Whitaker Penteado assume a presidência da ESPM com a proposta de expansão e de gestão participativa com o intuito de mantê-la como referência de prestígio e qualidade entre as instituições de ensino superior do País.