O clima do planeta está cada vez mais quente e o risco de catástrofes naturais aumentam é o que se lê e assiste diariamente. Mergulhados num mar de incertezas, vem a questão. Dá para mudar? Cremos, com esperança e fé que sim.
O Brasil que concentra um terço das florestas mundiais e possui a maior biodiversidade do planeta se vê obrigado, em sã consciência, a dar muitos exemplos por meio de iniciativas governamentais, de empresas de todos os portes e, principalmente, contribuições individuais no sentido de reduzir emissões de gases estufa. Somos, pelo contrário, grandes emissores de poluentes devido ao desmatamento e as queimadas.eduzir emissões de gases estufa.ç ou setor, mas lucratividade num sentido amplo, global, que envolve e responsabiliza toda a pop
O setor de serviços tradicionalmente, pela característica de sua intangibilidade, polui bem menos que os outros e vem promovendo ações para neutralizar emissões de carbono.
Em países europeus, que aplicam há algum tempo a gestão socialmente responsável e sustentável, lojas que vendem móveis e eletrodomésticos prestam o serviço de coletar as embalagens(como papelão, plástico-bolha ou isopor) após a entrega do produto, na casa do cliente. O material volta para a loja onde é reaproveitado ou encaminhado para reciclagem.
Eventos recentes em São Paulo como as feiras de moda compensaram suas emissões de gases poluentes com o plantio de árvores o que sinaliza uma nova cultura em formação, com base na mudança de padrões de consumo.
Uma iniciativa simples, mas exemplo a ser seguido é o recente projeto criado pela secretaria municipal de São Paulo, que libera nos finais de semana, o transporte de bicicletas em trens e metrôs.
O efeito disso é pequeno, certamente, mas é uma iniciativa que além de tirar das ruas uma grande frota de veículos que emitiriam quem sabe, toneladas de monóxido de carbono com sua circulação, promoverá uma nova gama de serviços até então inexistentes. Se a moda pega, teremos nas estações de trens, venda de bicicletas, manutenção, locação e seguro, num primeiro momento. A oferta de outros serviços vinculados virá a reboque.
Esse transporte, numa modalidade não poluente é, como a reciclagem de materiais ou o consumo mais eficiente de energia elétrica a oportunidade de desenvolvermos novas habilidades para o atendimento de demandas sustentáveis.
Aos profissionais de marketing jamais foi tão necessário lidar com a identificação e o atendimento das necessidades humanas e sociais de forma lucrativa para todos os seres envolvidos. Lucro, não para garantir a sobrevivência desta ou daquela empresa ou retorno financeiro para seus acionistas, mas isto sim, lucratividade num conceito amplo, global literalmente, que comprometa e responsabilize toda a população na preservação do nosso planeta.
Gilberto Cavicchioli é engenheiro, consultor de empresas e professor da ESPM