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Noite de quinta-feira. Véspera de carnaval. A Rua da Quitanda se transforma em passarela para a passagem da Banda do Mercado. Na esquina com a Rua do Rosário, os foliões se espremem. E não é à toa. Em frente à ESPM, um caminhão descarrega muito material de construção. Alguns operários vão até a porta espiar o bloco, mas logo, logo estão de volta. E é fácil saber por que: lá dentro, o ritmo é intenso e não pode faltar harmonia.

Mãos à obra e muito suor. O corre-corre é frenético. Dias e noites testemunham o desafio talhado a cimento, madeira, ferro, aço e tijolos. São reformas, construções, pinturas de paredes e tetos que fazem parte de uma obra que em quase três meses de muito trabalho - sete dias por semana, das oito da manhã às dez da noite – significou beleza, conforto, praticidade e operacionalidade ao antigo prédio da Rua do Rosário.

Os números que envolvem esse projeto de reforma e modernização são do tamanho exato da importância dele: a ESPM Rio investiu ao todo R$ 3 milhões. Foram 15 quilômetros de fios, o equivalente à extensão da Ponte Rio-Niterói. E tem mais: foram necessárias 12 toneladas de aço somente para escorar o jirau onde estarão dispostos, em estantes deslizantes, os livros da nova biblioteca. E não acabou: para pintar todos os andares, foram necessários 1.296 litros de tinta; e ainda centenas de metros de divisórias dry wall e forros de fibra mineral, utilizados para construir o rebaixamento dos tetos.

“Viramos a ESPM de cabeça para baixo”, diz Marco Aurélio Vasconcellos, arquiteto responsável pelo projeto. Um dos muitos desafios foi adaptar toda a rede de informática às novas necessidades criadas com a instalação de novos servidores e da redewi-fi. Quem testemunhou a reforma de perto confirma que as mudanças foram radicais. “O prédio ficou irreconhecível”, conta Thiago Augusto Carvalho, funcionário do setor de Audiovisual da ESPM Rio.

A equipe do Audiovisual esteve no canteiro de obras, mas não botou a mão na massa. A tarefa deles foi registrar as transformações passo a passo. Com uma câmera de vídeo na mão e muitas idéias na cabeça, eles registraram e prometem mostrar os bastidores dessa transformação que fez surgir uma nova sede para 2008.

E ninguém melhor do que eles para expressar o tamanho da novidade, que começa na recepção, passa pelo segundo e chega ao nono andar. “Quem já conhecia o prédio vai entrar e pensar: acho que já estive nesse lugar”, brinca Jairo Alves.

Convivendo com a diversidade

Para facilitar o fluxo de alunos, funcionários e professores, o prédio da Rua do Rosário teve o uso e a ocupação definidos por setores. Alem disso, foram criadas também áreas comuns para estimular a convivência. Mas como será, afinal, essa convivência? “Estou curioso para ver como será a mistura de alunos como os de Administração, que costumam se vestir com roupa social, com os alunos de Comunicação, que vão à faculdade de sandálias Havaianas”, questiona Thiago Augusto Carvalho.

“O que eu sei é que a Escola estará mais cheia e barulhenta”, brinca Yuri Parkinson, acrescentando que acha positivo a presença de maior número pessoas em circulação pelo campus. “Vamos conhecer gente nova e ter a oportunidade de fazer trabalhos diferentes”, afirma. Ele explica ainda que para o Audiovisual, a concentração da ESPM em um único campus vai facilitar o trabalho, mas acha que só o tempo dirá como o novo campus unificado funcionará. “Acho que vai ser muito bom”, conclui.


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