Brasileiros são mais otimistas com vida pessoal do que com economia do país, diz pesquisa da ESPM

Brasileiros são mais otimistas com vida pessoal do que com economia do país, diz pesquisa da ESPM

Segundo pesquisa “Expectativas e Esperanças”, do Centro de Estudos Aplicados de Marketing (CEAM), grau de esperança do consumidor brasileiro na vida pessoal é de 60%, enquanto Economia responde por 30%

 

O consumidor brasileiro é mais otimista com sua vida pessoal e carreira quanto aos rumos da Economia e Segurança do País. É o que aponta a pesquisa “Expectativas e Esperanças”, realizada pelo Centro de Estudos Aplicados de Marketing (CEAM) da ESPM, escola de referência, autoridade em Marketing e Inovação voltada para negócios.

 

O levantamento analisou a esperança do consumidor brasileiro para interesses individuais e aspectos da sociedade em 2025, considerando mudanças sociais, políticas, econômicas e ambientais que impactam diretamente como as pessoas enxergam o futuro. Ao perguntar sobre o grau de esperança para vida pessoal, os respondentes se mostram mais confiantes neste quesito, com 60% de esperança, ocupando o primeiro lugar. A esperança em geral aparece em segundo lugar, com 52%, seguido pela esperança na carreira, com 51%. Economia ficou com 31%, em último lugar, atrás de Segurança, com 32%.

 

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Em uma escala de 0 a 10, em que zero é nada esperançoso e 10 é totalmente esperançoso, qual seu grau de esperança para 2025?

 

Divididos em esperançosos, medianos e desesperançosos, os respondentes se mostraram mais desesperançosos em relação à sociedade, respondendo por 30%, enquanto esperançosos nesta segmentação responderam por 26% e os medianos por 44%. Quando questionados por esperança pessoal, os esperançosos representam a maioria, com 34%, os medianos por 48% e os desesperançosos, 18%.

 

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Todos os perfis se sentem menos bem-sucedidos. Mesmo os esperançosos possuem uma baixa concordância neste quesito, 54%. Os medianos apenas 30%, e os desesperançosos 3%.

 

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Para Evandro Luiz Lopes, diretor acadêmico de pesquisa e Pós Stricto da ESPM, as pesquisas sobre consumo e esperança podem auxiliar as marcas no mapeamento e compreensão sobre as expectativas dos brasileiros. “Carreira, emprego e realização individual aparecem como as áreas que concentram maior esperança, ao passo que temas como economia e segurança geram mais desconfiança, uma ambivalência entre desejo de progresso e sentimento de instabilidade que se reflete nos diferentes perfis identificados pela pesquisa”, diz.

 

Esperança e Consumo

Quando questionados sobre consumo para 2025 e gastos com bens de maior valor, mais de 40% pretendem gastar com moradia e 34% com meios de transporte. “Esses dados reforçam a ideia de que a busca por estabilidade material continua sendo uma prioridade para o consumidor, especialmente em tempos de incerteza”, comenta Evandro Luiz Lopes.

 

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O diretor acadêmico de pesquisa e Pós Stricto da ESPM destaca, de acordo com os insights, que, embora o brasileiro ainda acredite em seu próprio potencial, há uma visão menos otimista quando o assunto envolve o coletivo. “A autorrealização, associada a metas pessoais, pode ser um caminho para melhorar a percepção sobre o futuro. Produtos e serviços que estejam alinhados a esses valores, como estabilidade, autonomia e segurança, têm potencial para se destacar nos próximos anos”, conclui.

 

Metodologia

A pesquisa foi segmentada entre esperança pessoal e esperança na sociedade. A definição de esperança segue a Escala de Snyder, que mede o modelo cognitivo e a define como um estado motivacional positivo baseado em um senso interativo de sucesso.

 

Com nível de confiança de 95%, o levantamento, conduzido pelo CEAM, ouviu 400 respondentes entre março e abril de 2025 em todas as regiões do país. O estudo utilizou dados coletados via painel online e foi composta por participantes de todas as regiões do Brasil, selecionados por quotas seguindo critérios da ABEP (sexo, classe social, regionalidade e renda). A pesquisa combinou análises qualitativas e quantitativas, com uso de técnicas estatísticas descritivas e multivariadas.

 

O estudo completo pode ser acessado aqui (Expectativas e Esperanças).

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Foto de Núcleo de Conteúdo ESPM
Núcleo de Conteúdo ESPM
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