Leonardo Berto, Gerente da Robert Half, revela as carreiras mais demandadas e como você pode se preparar para elas
Quer saber quais profissões estão em alta em 2026 e como se preparar para elas? No episódio 129 do Primeira Jornada, o podcast que te ajuda a escolher uma carreira e a refletir sobre seu futuro profissional, Leonardo Berto, Gerente da Robert Half, apresentou as principais tendências com base no Guia Salarial Robert Half. Confira!
Áreas mais demandadas
Segundo Berto, em 2026, o mercado brasileiro continuará aquecido, com destaque especial para o setor de tecnologia.
“As posições no setor de tecnologia, como um todo, são muito demandadas. Mas a gente vê uma ebulição em todas as áreas relacionadas à inteligência artificial, data analytics e machine learning.”
Segundo ele, há dois ou três anos, essas áreas estavam mais concentradas nos setores de tecnologia e marketing. Porém, atualmente também se estendem a outros campos de atuação, como vendas, finanças e contabilidade.
“Em 2026, teremos uma demanda muito grande para todas as posições relacionadas à tecnologia e pela sua adoção em funções que hoje são um pouco mais transacionais”, pontuou.
Soft skills mais importantes
Para Berto, é fundamental que o profissional domine as habilidades técnicas exigidas pela sua área de atuação. “Se você está em finanças, precisa entender de números, planejamento financeiro, contabilidade, impostos, excel etc. Mantenha aquilo que é ferramental para o seu dia a dia.”
Embora isso seja essencial, é importante conciliar essas habilidades técnicas com as soft skills valorizadas pelas empresas, principalmente quando se trata do futuro do trabalho, da inteligência artificial e de todas as tecnologias que estão sendo incorporadas atualmente.
“O que as empresas demandam é o comportamento, as características humanas. Quem opera, toma decisões, analisa e gera dados são as pessoas, e isso está fazendo com que as áreas dentro das empresas sejam ainda mais integradas”, explicou.
Entre as habilidades mais valorizadas está o relacionamento interpessoal: o profissional precisa saber lidar com pessoas em diferentes níveis e áreas. Além disso, deve ter uma comunicação empática e conhecimento de um segundo idioma, especialmente o inglês.
“Estamos falando de duas coisas essencialmente humanas: lidar com pessoas e entender o momento delas, suas características e emoções; e saber se comunicar, se adaptar aos diferentes níveis de comunicação, sejam eles escritas, verbais ou não verbais.”
Outras soft skills essenciais são flexibilidade, adaptabilidade e pensamento estratégico. Afinal, as empresas operam em grande velocidade e as mudanças são constantes.
“Em questão de dias, você tem um aplicativo que pode revolucionar um determinado mercado”, disse Santos. Nesse cenário, a flexibilidade passa por parar o que está sendo feito e mudar de direção rapidamente. Já a adaptabilidade está relacionada à capacidade de executar novas tarefas, manter a performance e lidar bem com essas mudanças.
O pensamento estratégico, por sua vez, envolve a integração entre áreas. Segundo o especialista, é necessário compreender o entorno, conhecer as funções dos colegas e entender o negócio como um todo, e não apenas a própria atuação.
A IA vai substituir determinadas profissões?
Embora exista uma preocupação com áreas e funções que possam desaparecer devido a criação de novas tecnologias, Berto afirma que não vê esse movimento na magnitude que as pessoas imaginam.
“O que enxergamos é um movimento muito forte de adaptação. As empresas estão se renovando na mesma velocidade em que surgem novas funções, novos modelos de negócio, processos e formas de fazer uma mesma atividade”, pontuou.
Para lidar com essas mudanças, o profissional deve investir em educação continuada. De acordo com o especialista, manter-se competitivo em 2026 e nos próximos anos passa, sobretudo, pela atualização técnica. Nesse contexto, muitas empresas têm criado universidades corporativas, investido em programas de educação e incluído esse desenvolvimento nos planos de carreira dos colaboradores.
“Continuo batendo na tecla de que você precisa dominar o processo que exerce hoje, conhecê-lo com profundidade. Mas não dá para negligenciar a chegada da tecnologia. Tem muita gente atrasada, que precisa entrar nesse mundo. Porque o mundo de 2026 e o de 2036 ou 2046 é extremamente tecnológico e digital”, finalizou.
Ouça já o episódio completo:
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