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Decisões difíceis que líderes precisam tomar cedo demais

Em artigo, Giancarlo Alcalai, Professor do MBA em Marketing na ESPM e Partner da Boyden Global, analisa que, para líderes, não decidir pode ser a pior decisão estratégica

 

Líderes perdem por adiar decisões difíceis, mesmo com análise completa. Não decidir = pior decisão estratégica.

 

Estratégia raramente falha por falta de análise. Ela falha porque decisões difíceis são adiadas.

 

Em contextos complexos, líderes são frequentemente tentados a esperar mais dados, mais consenso ou mais clareza. O problema é que, muitas vezes, essa clareza nunca chega.

 

Alguns exemplos ilustram bem esse dilema:

 

 

Ambev

Decisões precoces de padronização e foco operacional permitiram escala e eficiência antes que o mercado amadurecesse.

 

 

Amazon

Jeff Bezos assumiu riscos estratégicos cedo, como investir pesadamente em AWS quando ainda não era óbvio que se tornaria um pilar do negócio.

 

 

IBM

Demorou a reconhecer mudanças estruturais no mercado de tecnologia, pagando o preço por decisões estratégicas postergadas.

 

Decidir cedo não significa decidir de forma impulsiva. Significa reconhecer o momento em que a não decisão se torna, ela própria, uma decisão estratégica — geralmente a pior.

 

Líderes maduros entendem que estratégia é escolha, renúncia e compromisso. E que o custo da hesitação quase sempre é invisível no curto prazo, mas alto no longo.

 

Que decisão estratégica você percebe hoje que não pode mais ser adiada?

 

 

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Foto de Giancarlo Alcalai
Giancarlo Alcalai
Giancarlo Alcalai é Partner da Boyden Global Executive Search, lidera as práticas de Produtos de Consumo, Saúde, Aviação, Educação e Conselhos de Administração. Possui uma carreira internacional ocupando cargos de alto nível em conceituadas instituições, como GOL Airlines, Electrolux, Bayer, Pernod Ricard, Unilever, Ambev e Coca Cola. É Conselheiro de Administração e Consultivo em empresas no Brasil, EUA e Bolívia e professor do MBA Executivo em Marketing da ESPM.
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