O crescimento do design de experiência é uma tendência no mercado de trabalho para o designer do futuro
Quais são os principais desafios do designer do futuro? O avanço da sustentabilidade, das novas tecnologias e da inteligência artificial têm transformado a carreira na área. Hoje, há uma exigência cada vez maior de que o designer tenha uma formação mais ampla.
Para Carolina Bustos Raffiner, Coordenadora da Graduação em Design da ESPM-SP, o domínio de ferramentas digitais precisa estar acompanhado de conhecimento aprofundado. “A inteligência artificial veio para ficar”, disse ela no episódio 118 do Primeira Jornada, podcast da ESPM que te ajuda a escolher uma carreira e refletir sobre o futuro profissional. Ela ainda alertou que, sem um conhecimento profundo, é difícil se estabelecer no mercado.
Desafios da área
Segundo a coordenadora, uma das principais tendências da área é o crescimento do design de experiências, que amplia o antigo conceito de design de serviços. Em um cenário marcado pelo excesso de interfaces digitais, Carolina observa que as pessoas buscam interações mais humanas. “O design está estimulando o caráter mais humano das
experiências”, explicou. Setores como saúde, varejo e serviços investem em jornadas mais acolhedoras e sensoriais.
Carolina citou áreas como UX e UI, de serviços, design especulativo e pesquisa em design entre as carreiras em expansão. Ela lembrou que experiências internacionais demonstram os limites da automação, como um centro geriátrico na China que substituiu atendentes por robôs, por exemplo. “Foi um desastre, porque as pessoas querem ter interface humana. As pessoas são altamente sensoriais.”
Designer do futuro
De acordo com a coordenadora, o designer do futuro vai precisar reunir competências técnicas, visão estratégica e conhecimento em áreas como psicologia, neurociência, empreendedorismo e negócios. “A pessoa extremamente técnica vai ser substituída, sim, pela IA”, salientou. Por isso, Carolina defende uma formação baseada em três pilares:
humanidades, criação e estratégia de negócios.
Na avaliação de Carolina, a inteligência artificial deve ser encarada como uma aliada do designer, destacando oportunidades ligadas à biomimética, à economia circular e ao desenvolvimento de novos materiais, sempre em equipes multidisciplinares. “O designer vai ser um agente muito importante no desenvolvimento de novos olhares e novas tecnologias”, afirmou, ressaltando a importância da colaboração entre designers, engenheiros, antropólogos e biólogos.
Graduação em Design da ESPM
Disponível nos campi de São Paulo e do Rio de Janeiro, a Graduação em Design da ESPM incorpora inteligência artificial generativa, programação em Pyton, pesquisa, internacionalização e trilhas de especialização em áreas como UX/UI, design estratégico, foresight e negócios de luxo. O objetivo é formar profissionais preparados para dialogar
com diferentes áreas e liderar projetos de inovação.
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Assista ao episódio completo:
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