A compra da Warner Bros. pela Netflix, anunciada em 5 de dezembro por US$ 82,7 bilhões (cerca de R$ 439,1 bilhões), agitou o mercado global de streaming. O maior negócio da história do entretenimento também gerou forte repercussão na mídia.
“O acordo coloca a Netflix em uma posição de dominância no setor e pode dificultar a concorrência de outros players, mesmo gigantes como a Disney — que recentemente adquiriu a Fox — e a Amazon, de Jeff Bezos”, disse Márcio Rodrigo Ribeiro, professor de cinema e audiovisual da ESPM, em entrevista ao Estadão.
A transação abrange a aquisição das divisões de televisão, do estúdio de cinema e dos serviços de streaming da companhia (HBO e HBO Max), além de todo o catálogo de filmes e séries já produzidos, que inclui franquias como Harry Potter, Batman e Superman, e títulos como Game of Thrones, The Big Bang Theory e Succession.
A parte internacional adquirida pela Netflix engloba ainda a TNT Sports International, braço responsável pelas operações esportivas e pela marca no Brasil, México, Chile e Argentina. É justamente aí que surge um novo ponto de tensão corporativa relacionado ao esporte.
Ivan Martinho, professor de marketing esportivo da ESPM, também ouvido pelo Estadão, avalia o movimento com cautela. “Uma coisa é o discurso, outra é a prática. Nenhuma empresa desse porte vai declarar abertamente que mudou sua estratégia antes de conquistar, de fato, um grande direito esportivo. A Netflix não vai anunciar que está interessada em esporte até o dia em que comprar o primeiro grande pacote global.”
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Veja Ivan Martinho
Estadão Ivan Martinho

Estadão Márcio Rodrigo
Times Brasil Márcio Rodrigo
