O relatório “Impacto da inteligência artificial sobre as ocupações no Brasil”, publicado pelo Observatório de Negócios da ESPM (Prisma), ganhou destaque no portal Viva, produzido pelo Broadcast/Agência Estado.
Segundo o estudo, trabalhadores com maior renda e nível de escolaridade são hoje os mais expostos aos efeitos da inteligência artificial no mercado de trabalho brasileiro. O resultado contrasta com ondas anteriores de transformação tecnológica, em que os principais atingidos eram profissionais de menor renda, menor formação e concentrados em atividades rotineiras ou de baixa complexidade intelectual.
A pesquisa indica que, em 2025, o Brasil alcançou o maior patamar de exposição da força de trabalho à IA, movimento impulsionado pelo avanço de ocupações intensivas em informação. Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo aparecem como as unidades da federação potencialmente mais impactadas.
O relatório ressalta que a IA não extingue ocupações por completo, mas modifica tarefas, reorganiza processos e amplia a demanda por novas competências.
Para conduzir a análise, o pesquisador da ESPM Rafael Lionello aplicou o índice internacional AI Occupational Exposure (AIOE) aos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. A partir desse cruzamento, foi possível estimar o grau de exposição de mais de 90 milhões de trabalhadores distribuídos em 410 ocupações.
“Mapear quem está mais exposto à IA é também entender como o país deve se preparar”, diz Jorge Ferreira dos Santos Filho, coordenador do Observatório.
Por outro lado, os segmentos menos expostos tendem igualmente a ter menor probabilidade de capturar os ganhos de produtividade associados à nova onda tecnológica.
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