Em mundo em transformação, a combinação de conhecimento acadêmico, prática no mercado e habilidades analíticas se torna essencial para futuros internacionalistas
A faculdade de Relações Internacionais vem passando por transformações importantes para acompanhar as mudanças do cenário geopolítico e econômico mundial. O assunto foi destaque no episódio 143 do Primeira Jornada, podcast da ESPM que te ajuda a escolher uma carreira e a refletir sobre o futuro profissional.
O bate-papo contou com a participação de Alexandre Uehara, Coordenador da Graduação Bacharelado em Relações Internacionais da ESPM, e de Arthur Oliveira, aluno do curso e estagiário do Santander. No episódio, eles destacaram como a integração entre conhecimento acadêmico e experiência profissional contribui para a formação de futuros internacionalistas.
De acordo com Uehara, a atuação do profissional da área exige hoje em dia uma visão mais ampla e multidisciplinar: “A geopolítica mundial mudou bastante. Há pouco tempo vivíamos em um mundo que olhava muito mais para a integração econômica, uma integração entre os países, de paz”.
“Havia até um certo idealismo no mundo. O que a gente percebe hoje é que o mundo mudou.” Para o coordenador, esse novo contexto demanda profissionais capazes de compreender as relações entre economia, política, tecnologia e interesses coorporativos.
Uehara ressaltou que o chamado diplomata corporativo ganha relevância em um ambiente cada vez mais complexo. “Hoje você tem que olhar para a economia, os dados, tem que a inteligência artificial, os interesses que envolvem diversas camadas de relacionamento”, disse ele.
Experiência prática
Outro assunto que esteve presente durante a conversa foi a experiência no mercado de trabalho durante a graduação. Arthur Oliveira contou que conseguiu a sua vaga no Santander por meio de uma oportunidade que foi compartilhada em grupos de ex-alunos e estudantes. Atualmente, ele atua na área de Corporate Banking, onde desempenha atividades que estão relacionadas ao atendimento de grandes empresas, apoio a gerentes de relacionamento e análise de operações financeiras, além de manter contato com clientes no dia a dia.
Para o aluno, a conexão entre sala de aula e o mercado de trabalho foi um dos aspectos mais marcantes da graduação: “Quando eu entrei no Santander, isso foi uma das coisas que mais me impressionou. Muitas das minhas tarefas já tinha visto em cases em sala de aula”. A percepção dele reforça a importância de metodologias que aproximam os alunos da realidade corporativa.
Olivera apontou outro diferencial: o desenvolvimento de competências estratégicas durante a graduação. Segundo ele, habilidades analíticas, comunicação eficiente e compreensão dos impactos de diferentes variáveis nos negócios têm sido fundamentais para a sua atuação profissional.
Na visão de Uehara, o estágio representa uma etapa fundamental na formação dos estudantes da faculdade de Relações Internacionais, pois contribui para o desenvolvimento da inteligência emocional, para a capacidade de adaptação, networking e amadurecimento profissional, competências que são cada vez mais valorizadas pelas organizações.
O coordenador terminou a conversa reforçando a importância de encarar trajetórias profissionais com flexibilidade, lembrando que os caminhos de carreira raramente são lineares. A mensagem evidencia que a combinação entre conhecimento acadêmico, prática profissional e disposição para aprender continuamente é um dos principais diferenciais para quem opta por cursar uma faculdade de Relações Internacionais.
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