Em artigo, Giancarlo Alcalai, Professor do MBA em Marketing na ESPM e Partner da Boyden Global, lista os diferenciais competitivos da liderança feminina em empresas familiares do agronegócio
Enquanto o mundo fala de startups e gigantes de tecnologia, um motor silencioso e robusto continua a gerar riqueza e empregos em escala planetária: “as empresas familiares”.
E há um dado que merece holofote especial no setor que alimenta o mundo.
O mais recente estudo da Deloitte, “Defining the Family Business Landscape, 2025“, revela um recorte poderoso: empresas com CEO mulher cresceram 10% em 2024 (vs. 8% das lideradas por homens) e adotam mais práticas de governança e mitigação de riscos.
No agronegócio, esse diferencial feminino é estratégico:
1) Crescimento com propósito
Em um setor onde o ativo é perene e o legado é a terra, a liderança feminina combina visão de longo prazo com gestão de riscos mais robusta — realizando auditorias regulares, investindo em cibersegurança e estabelecendo planos de contingência.
2) Governança que gera frutos
Mulheres implementam mecanismos como conselhos de família e cartas éticas em taxas superiores, estruturando a profissionalização sem perder a essência — exatamente o que o agro precisa para a próxima grande transferência de riqueza entre gerações.
3) Inovação com pegada feminina
Enquanto 40% das empresas familiares globais vão investir em IA e eficiência, as lideranças femininas aceleram a adoção de tecnologias que aumentam a produtividade e a sustentabilidade no campo, unindo tradição e modernização.
4) O cenário desafiador
Com 69% das empresas citando incerteza econômica e 69% preocupadas com ameaças cibernéticas — exige exatamente essa capacidade de navegar riscos com mãos firmes e visão plural.
5) O grande choque e a transferência de riqueza entre gerações
No agro, isso significa propriedades rurais passando para herdeiras que já chegam com outra formação e sensibilidade para ESG, tecnologia e gestão profissionalizada.
Para as empresas familiares do campo, o momento é de reconhecer que diversidade no comando não é pauta social — é vantagem competitiva.
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