Conheça os prós e contras de ouvir música para estudar e descubra quais tipos de melodia podem te auxiliar nos estudos
Ouvir música para estudar virou hábito para muitos alunos. Seja Lo-fi, clássica ou relaxante, surge a dúvida: a melodia realmente ajuda na concentração ou atrapalha o rendimento na hora dos estudos?
No episódio 51 do Primeira Jornada, o podcast da ESPM que te prepara para o mercado de trabalho, Danilo Torini, Professor do LifeLab da ESPM, desvendou a ciência por trás da trilha sonora dos estudos.
Afinal, pode ou não pode?
Segundo Torini, não existe uma resposta correta. O sucesso dessa prática depende, principalmente, de duas coisas: o tipo de música (gênero, ritmo) e as características individuais do próprio estudante.
“O que funciona para um aluno pode não funcionar para outro”, explicou o professor, ressaltando que o estilo de aprendizagem e a familiaridade com a música são fatores determinantes.
Em busca da trilha perfeita
Para que a música ajude, ela não pode ser a protagonista: Torini recomendou que o som funcione como uma “cama”, ou seja, um ambiente que ajude a relaxar e preparar a mente, mas sem roubar seu foco.
A música clássica e a instrumental são as mais indicadas para essa proposta: “Estudos indicam que a música clássica pode aumentar momentaneamente a capacidade cognitiva e tem relação positiva com o pensamento matemático”.
Outra dica valiosa é ouvir músicas em idiomas que você não domina, pois, de acordo com o professor, isso evita que o cérebro tente processar a letra.
Sons para evitar
Torini foi categórico ao alertar sobre o que deve ficar de fora da hora de estudo: canções famosas, letras complexas e ritmos muito pesados.
“Letras muito conhecidas competem diretamente com a atenção necessária para o estudo e podem despertar memórias emocionais que distraem”, pontuou o especialista. Da mesma forma, gêneros como o heavy metal tendem a aumentar a ansiedade, dificultando a manutenção do foco, extremamente necessária para a aprendizagem.
O feat ideal
O professor também orientou que a playlist do aluno varie de acordo com a disciplina estudada naquele momento. Para matérias de alta carga cognitiva, como matemática e física, ele sugeriu o silêncio total, jazz suave ou blues.
Já para momentos de leitura e escrita, o cuidado deve ser redobrado: “O instrumental é mandatório aqui para não haver confusão verbal”. Caso o estudante esteja aprendendo algo totalmente novo, o ideal são ritmos menos acelerados para ajudar a encaixar as peças do conhecimento no cérebro.
Questão de volume
Outro ponto crucial é a intensidade do som. “O ideal é volume moderado para baixo, pois volumes altos competem com a atenção cognitiva”, ensinou Torini.
O profissional também fez um alerta sobre uso excessivo de fones em volume alto, o que coloca os jovens em risco de perda auditiva. Em ambientes barulhentos, a sugestão do especialista é clara: prefira fones com cancelamento de ruído em vez de aumentar o volume da música para abafar o som externo.
Alternativas e multitasking
Para quem não se adapta à música, Torini sugeriu testar ruídos funcionais, como o White Noise (barulho de ventilador ou chuva) ou batidas binaurais, que podem estimular ondas cerebrais ligadas à concentração.
O multitasking só é viável, segundo ele, para revisões leves combinadas a tarefas manuais automáticas.
Assista ao episódio completo: