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Projeto busca transformar Feira da Glória em polo gastronômico e cultural

Conheça o Circuito Gastronômico e Cultural da Glória, selecionado pela BASE, incubadora de negócios da ESPM, no Rio de Janeiro, e suas propostas

 

 

Domingo é dia do Circuito Gastronômico e Cultural da Glória, no Rio de Janeiro. O projeto, que acontece semanalmente na Praça Paris, é um dos selecionados pela Aceleradora base.RIO, unidade carioca da BASE, a incubadora de negócios da ESPM.

 

Localizado a 700 metros do campus ESPM Villa-Aymoré, o projeto tem como objetivo transformar a tradicional Feira da Glória em um polo gastronômico e cultural, reunindo pequenos empreendedores e culinárias do mundo em um espaço de convivência e experiências.

 

O Circuito nasceu a partir de expositores que atuavam na calçada da Feira da Glória e foram realocados para dentro da Praça Paris. “A gastronomia deu fama à Feira da Glória, somos a gastronomia mais antiga dali”, explica Joana Cardozo, cofundadora do Circuito Gastronômico e Cultural da Glória e empreendedora à frente da barraca The Bosh Drinks.

 

O rápido crescimento da feira fez com que ela, junto com a cofundadora Mary Anne e o conselheiro Cláudio Moltonato, percebessem que alguns aspectos do negócio precisavam mudar. “A gente precisava ter comportamento diferente de feira livre. Era bagunçado, cada um por si. Hoje temos regimento, governança, alinhamento visual e o CNPJ da associação.”

 

“Cada vez mais a gente quer se tornar um modelo de negócio ao ar livre, que não seja fixo, mas inteligente e apresente soluções”, aponta Joana. Um exemplo é a questão das filas: por vezes, elas podem ficar enormes durante a feira, o que pode atrapalhar a circulação dos visitantes e até o atendimento de outras barracas.

 

 

feira da glória

 

 

“Trabalhar a consciência coletiva não é fácil. Temos que pensar no outro. A gente lida com um espaço que é aberto, público e com os efeitos da natureza.”

 

Ideias para inovar não faltam: a associação estuda trabalhar outras possibilidades para o Circuito, como fazer versões pocket dele para algumas marcas em grandes eventos, por exemplo. Ou firmar parceria com aplicativos de delivery para que o público tenha acesso às suas partes favoritas da feira em casa.

 

“Nosso grande desafio é escutar, porque temos o olhar vicioso. Como a gente vive ali, acaba sempre se sentindo limitado”, afirma Cardozo.

 

 

BASE ESPM

Com escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro, a BASE ESPM proporciona às startups acesso a mentorias especializadas, workshops, networking com investidores e à estrutura da própria ESPM.

 

 

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Foto de Isabela Moreira
Isabela Moreira
Repórter do Núcleo de Conteúdo da ESPM
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