Distinguir fatos de desinformação e se adaptar às novas tecnologias estão entre os principais desafios das relações internacionais
Quais são os principais desafios das relações internacionais? Em um cenário marcado por guerras, disputas comerciais, mudanças climáticas e avanços tecnológicos, os profissionais da área serão cada vez mais estratégicos nos próximos anos.
No episódio 116 do Primeira Jornada, podcast da ESPM que te ajuda a escolher uma carreira e refletir sobre o futuro profissional, Alexandre Uehara, Coordenador da Graduação em Relações Internacionais da ESPM, destacou que compreender os impactos dos acontecimentos globais sobre o cotidiano será uma habilidade essencial.
Desafios das relações internacionais
De acordo com Uehara, o acesso à informação transformou profundamente a atuação na área. Se antes obter dados sobre outros países era um desafio, hoje as notícias chegam em tempo real. O novo obstáculo, porém, é distinguir fatos de desinformação. “Tem muita informação, mas esse é um cuidado que o profissional de Relações Internacionais precisa ter, porque infelizmente também tem a desinformação”, afirmou.
O coordenador ressaltou que desenvolver senso crítico será indispensável para interpretar o cenário internacional. “Criticar não é falar mal, mas é você ter uma capacidade analítica de poder verificar o que é certo e errado, o que é verdadeiro e o que é falso”, explicou ele.
As transformações econômicas e ambientais também devem ampliar a demanda por profissionais da área. Uehara lembrou que conflitos internacionais e decisões comerciais afetam diretamente a economia brasileira. “Aumentando o petróleo, aumenta a gasolina e aumenta o pãozinho no nosso café da manhã”, exemplificou ao comentar os impactos das tensões no Oriente Médio sobre o preço dos combustíveis.
Outro fator decisivo para o futuro da profissão é a tecnologia. Embora ferramentas digitais tenham facilitado negociações entre governos, empresas e universidades, elas também elevaram os desafios relacionados à cibersegurança. “A tecnologia ajudou bastante nesse sentido. De outro lado ficam os desafios”, disse o coordenador, ao destacar a necessidade de investimentos para proteger informações estratégicas.
“Não ter medo das novas tecnologias e buscar se adaptar a elas é fundamental”, afirmou. Segundo Uehara, a flexibilidade será uma das competências mais importantes para qualquer profissional, já que a inteligência artificial e inovação farão parte da rotina de todas as áreas.
Questões ambientais
Na avaliação do professor, as questões ambientais também ganharão espaço na formação dos internacionalistas, já que decisões sobre sustentabilidade influenciam exportações, cadeias produtivas e relações diplomáticas.
Para ele, compreender a interdependência entre países é fundamental: “Hoje em dia ficou
muito mais concreto perceber como as questões internacionais afetam o nosso dia a dia”.
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