Reduzindo a Distância entre Criatividade e Inovação
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Reduzindo a Distância entre Criatividade e Inovação

Por conta das rápidas e disruptivas mudanças do mercado nos últimos anos, muitos consideram a criatividade e a inovação como sinônimos.  Ledo engano.

A criatividade e a inovação, apesar de englobarem o mesmo sistema, são etapas diferentes do lançamento de novos produtos e serviços e contam com processos diferentes de concepção, incentivo e resultado.

Criatividade é a capacidade humana de gerar ideias diferentes das existentes na realidade. É um processo cognitivo que acontece internamente nas pessoas e, por meio da interação humana, é potencializado. Há diversas maneiras de potencializar a capacidade criativa, como a educação, o incentivo à cultura ou as viagens.

Inovação é a última etapa do processo que se inicia com a criatividade, com as ideias sendo registradas, discutidas e viabilizadas. Nesse sentido, a inovação é a operacionalização da criatividade; é o conjunto de processos que faz com que a ideia se transforme efetivamente em um produto ou serviço.

Ao imaginarmos que a criatividade é o início do processo de inovação e que a inovação é o novo produto ou serviço per se, temos uma lacuna nas etapas que permitem essa transformação. Dominar a lacuna entre criatividade e inovação tem sido a principal característica de produtos e serviços que crescem exponencialmente em diversos setores, como o Waze, Beleza Natural, Netflix e Nubank.

Esta lacuna deve ser preenchida por técnicas que transformam a criatividade em inovação, sendo que a principal demanda do mercado atual é de profissionais com tal competência. E ela pode ser aplicada tanto em novos negócios com empreendedores, como em empresas com intraempreendedores; permitindo que os profissionais se tornem ainda mais flexíveis perante o mercado.

Assim como os modelos de negócios, as técnicas em questão também passam por transformações. Os profissionais atualizados com as novidades do mercado profissional já devem ter se deparado com técnicas e abordagens como brainstorming, modelo Canvas, lean startup e design thinking. Porém, há uma série de técnicas e abordagens ainda mais próximas da atualidade, como bodystorming, buyer personas e user experience design (UX).

Profissionais que reconhecem a importância das técnicas e abordagens, apesar de contarem com a internet como fonte infindável de informação, sofrem com o excesso de jargões e textos “autoajuda” com pouco ou nenhum embasamento científico ou prático. Por conta disso, a capacitação sobre as técnicas tende a se tornar superficial e com poucas garantias de sucesso.

Em contraponto, há instituições que apresentam materiais de qualidade para a capacitação profissional sobre a transformação da criatividade em inovação, desde cartões de técnicas de gestão da criatividade, como os IDEO Method Cards, tipologias sólidas de inovação como o Manual de Oslo, e até cursos de pós-graduação, atualização e férias, como os da ESPM.

Então, a tríade de reconhecer a distância entre a criatividade e a inovação, as técnicas e as abordagens existentes e a necessidade de capacitação profissional é essencial. Porém, também há a necessidade de profissionais se afastarem dos jargões e se aproximarem de conhecimentos sólidos a partir de instituições confiáveis, para que haja real impacto no mercado e se tornem, efetivamente, profissionais transformadores.

 

Caio Bianchi é professor na Pós-Graduação da ESPM, doutorando em inovação internacional (PMDGI/ESPM) e pesquisador especialista sobre gestão da criatividade, inovação, empreendedorismo e negócios internacionais.

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