Na ESPM, um curso de graduação Tech
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Na ESPM, um curso de graduação Tech

Mídias sociais, inteligência artificial, cyber conteúdo, conteúdo de marca, programação e narrativas transmídia.

Mídias sociais, inteligência artificial, cyber conteúdo, conteúdo de marca, programação e narrativas transmídia. Esses termos, que antes só faziam parte das previsões do futuro e dos filmes de ficção, já fazem parte da realidade de muitos graduandos do Brasil e do mundo. Outras instituições arriscam mesmo na inovação e já oferecem cursos totalmente voltados para o estudo da tecnologia.

ESPM é uma das instituições que decidiram arriscar e incluir em sua grade um curso inteiro voltado para compreender as ferramentas e produção de conteúdo digital. Com disciplinas como programação, banco de dados, redes sociais e novas tecnologias, a graduação em Tech, cujo termo técnico é bacharelado em sistemas de informação, existe desde 2014 na instituição e já vem produzindo resultados inovadores e muito interessantes para diversas áreas do mercado. O estudante formado neste curso recebe um nome profissional que tem tudo a ver com o mundo conectado de hoje: o techer.

Quanto ao funcionamento do curso e quais são as oportunidades oferecidas para os jovens que escolherem graduar-se nele, o doutor em ciências pela POLI-USP e coordenador do curso de TECH da ESPM, Flávio Azevedo Marques, destaca que a graduação tem quatro anos, sendo os dois primeiros anos com ensino integral (manhã e tarde). Os dois últimos acontecem à noite.

No mercado de trabalho, o techer pode ter várias opções de atuação. “Microssoft, IBM, Basf, Playstation são alguns dos exemplos. Temos alunos também no setor bancário, na mídia…. Esse curso forma um profissional que entenda de tudo um pouco, que seja híbrido”, comenta.

Para o professor, é primordial que um aluno hoje tenha a noção de que vive em um mundo interativo e interdisciplinar. Por isso, aproximar ou mesmo unir vários cursos em um só é uma solução importante para as demandas da era pós-moderna. “A aproximação dos cursos é algo bem importante para enfatizarmos, porque todos os cursos caminham juntos nessa direção, eles estão cada vez mais voltados a compreender e estudar as tecnologias”, enfatiza o professor.

Depoimento

Carlos Magnani, estudante de Tech na ESPM

Eu comecei na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) em publicidade e propaganda. Fiz dois anos de curso. Sempre gostei muito de marketing, gostava muito de computador porque minha mãe é da área de marketing e meu pai da área de banco de dados, e eu senti que quando fiz publicidade e propaganda ficávamos muito no campo da ideia. Ideia de cases, ideia de propagandas, não eram coisas muito palpáveis. ‘Estou gostando, mas não estou adorando’, eu pensava. E aí me veio essa ideia de fazer o curso de Tech. Me disseram que esse curso ia ser mais “mão na roda”, mais marketing com TI, e eu dei uma oportunidade. E, realmente, ali você tem a ideia e você mesmo a executa. Então acabei gostando mais. Agora já estou no oitavo semestre e me formo em junho desse ano.

O curso é muito completo, porque te dá a visão de técnico da informação e também a visão de mercado. Então você não é simplesmente o cara que faz um programa qualquer, mas você consegue contribuir para algum pedido ou projeto, não sendo só um executor de tarefas. Os dois primeiros anos foram bem puxados, por serem integrais. Não é possível conseguir estágio, por conta do horário, por exemplo. E tem muita tarefa de casa, muito trabalho em grupo. Tem que gostar mesmo. Mas quando eu terminei, conclui que vale a pena. Se não tivéssemos esses dois primeiros anos, teríamos cinco ou seis anos a mais de duração. Ali você descobre se quer mesmo continuar com sistema de informações, porque é tanta matéria que, se você não estiver amando, você vai sair.

Um novo projeto

Estávamos na época de TCC e precisávamos criar uma empresa e solucionar um problema do mercado. Na época eu estava procurando alguns imóveis para comprar, na planta mesmo. E aí eu fui em alguns sites, mas nunca achava apartamentos com perfis bacanas. Como estava pensando no TCC, falei ‘galera, o que vocês acham da gente montar uma solução para as imobiliárias, para o pessoal de imóveis na planta? Poderíamos montar um galpão ali do lado dos decorados físicos, com várias opções de imóveis e, dependendo do gosto do cliente, a gente ia remobiliando.’ Aí eles – os colegas de grupo – gostaram da ideia e falaram ‘legal, mas e se a gente fizer isso virtualmente, já que nosso curso é de Tech?’ E aí juntamos uma ideia que eu tive e que eles melhoraram cem por cento, resultando na Startup chamada ArqInt. Para ter acesso a esse imóvel virtual a pessoa entra no site e lá ela consegue andar pelo apartamento, escolher diferentes móveis, diferentes texturas de chão, parede, cor, bancadas e etc.

Parcerias e negócios

Nesse ano já participamos de uma feira de tecnologia aliada à construção, chamada ConstruTech. Lá entramos em contato com várias empresas e arquitetos e recebemos algumas propostas de parceria. Estamos trocando e-mails com algumas empresas, que já pediram para nós um projeto. Uma empresa de São José do Campo, que vende apartamentos na planta em um site, já nos procurou também. Hoje, eles têm só fotos do apartamento, não tem vídeo, nenhuma forma de interação e querem colocar a nossa solução no site deles.

Um ponto muito positivo que eu destaco é que esse curso de Tech é o que tem os professores mais próximos de você. Nele, os professores te dão os telefones pessoais e falam ‘qualquer dúvida vocês podem me ligar’. Principalmente nos dois primeiros anos em que o estudante entra ali sem saber nada de TI, só entra porque gosta de mexer no computador, eles oferecem toda a ajuda, falam que podemos entrar em contato pelo Facebook e etc. Essa parceria professor-aluno é muito forte e importante.
Outro ponto que eu destaco é que essa formação proporciona uma oportunidade grande de montar uma incubadora ou outros tipos de empreendimento, por conta dessa visão forte em inovação. Quando você fala que é da ESPM e que participa de alguma incubadora ou algum projeto lá, o pessoal do mercado já se interessa muito pela sua ideia.

 

Fonte: Estadão

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