Ongs Cariocas Recebem Capacitação para Projetos Institucionais em Curso Da ESPM Social Rio
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Ongs Cariocas Recebem Capacitação para Projetos Institucionais em Curso Da ESPM Social Rio

Projetos incentivam educação, empreendedorismo, cidadania e contribuem para o desenvolvimento de áreas carentes de investimentos socioculturais

Gestores e colaboradores de organizações que promovem ações sociais no Rio de Janeiro foram para a sala de aula – alguns pela primeira vez em uma instituição de ensino superior – para aprimorar conhecimento nas áreas de Empreendedorismo Criativo, Gestão Cultural e Apresentação Visual. As aulas fazem parte do curso Formação Livre e Gratuita em Economia Criativa: Foco Produtos Socioculturais ministrado pela ESPM Social, núcleo de atuação social da ESPM Rio.

Os cases de estudos são projetos reais trazidos pelos próprios alunos, que puderam, a partir dos ensinamentos adquiridos durante o curso, aprimorá-los e torna-los mais eficientes. O resultado final será apresentado pelos 16 alunos para uma banca de professores e profissionais do mercado, no dia 11 de junho, na ESPM Rio.

Abaixo estão as ONGs participantes e seus respectivos projetos aprimorados no curso:

Associação de Catadores do Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho: Com atuação nas áreas de reciclagem, coleta seletiva e profissionalização dos catadores de materiais. O projeto Visões Sustentáveis Do Lixo Cuido Eu traz oito exposições de fotografias, com foco na sustentabilidade, clicadas por catadores de material reciclável. O projeto contempla aulas de fotografia e planejamento para a execução das mostras.

Asplande: Assessora grupos de mulheres empreendedoras, de baixa renda e chefes de família. No projeto Histórias de Valor, a Asplande traz oficinas de capacitação destinadas às mulheres empreendedoras atendidas pela rede. A ideia é promover a autoestima e estimular a reflexão do que é valor, reunindo todos os atributos do produto, que inclui também a trajetória de suas criadoras. Outro projeto da Asplande é o Preparatório TEDx Pedra do Sal 2019, um curso para a formação de palestrantes que irão participar do evento, desde a construção do roteiro até o desenvolvimento da performance no palco. É destinado às moradoras de favelas e periferias do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense que tenham histórias de superação para dividir com a plateia. Além disso, o conteúdo do TEDX é compartilhado nas redes sociais e canais de comunicação, meios importantes para a divulgação das histórias.

– Casa Amarela Providência: Promove ações educacionais e socioculturais na comunidade do Morro da Providência. O projeto MU – Matrizes Urbanas traz um espetáculo de dança que integra os estilos de matrizes africanas e as manifestações urbanas. É formado por bailarinos da Providência. A ideia é fazer oito apresentações em escolas públicas do bairro e entorno, valorizando a arte e empoderando os profissionais que trabalham com dança.

– CECIP – Centro de Criação de Imagem Popular: Contribui para o desenvolvimento da cidadaniainfluenciando políticas públicas. Destinado para a capacitação de educadoras de 15 creches de favelas do Rio de Janeiro, o projeto Viajando nos Livros tem como objetivo final despertar o interesse pela leitura nas crianças. Mas, para isso, é fundamental qualificar a mediação desse processo, em que muitas professoras demonstram despreparo para conduzir as crianças por esse caminho.

– Instituto Municipal Nise da Silveira: Situada no bairro de Engenho de Dentro, a instituição psiquiátrica trouxe novos modelos de terapias ocupacionais, implementando atividades que desenvolvem a criatividade dos pacientes. Em seu projeto Casa de Cultura Nordestina Nise da Silveira a ideia é a transformação física do espaço que é utilizado como fonte de trabalho e renda dos pacientes. Seus trabalhos valorizam a cultura nordestina por meio da técnica de estamparia xilogravura e usando a construção narrativa da literatura de Cordel. Seu segundo projeto é a produção e realização de um filme sobre o bloco de carnaval Loucuras Suburbanas. O documentário, dirigido por Pâmela Perez, aluna do curso e psicóloga do Nise da Silveira, traz depoimentos de pacientes, coordenadores, funcionários do instituto e participantes do bloco.

– Livreteria Popular Juraci Nascimento: Leva acesso à cultura para crianças e jovens do Morro do Zinco por meio da literatura. Seu projeto chama-se Triciclo Literário e acontece quinzenalmente no Complexo de Favelas de São Carlos, no bairro do Estácio e do qual o Morro do Zinco faz parte. São bibliotecas itinerantes que percorrem as ruas e vielas por meio de triciclos, incentivando a leitura mediante empréstimo de livros, histórias contadas e recreação literária. Uma forma de mostrar novas possibilidades e outras realidades para jovens que convivem com a expectativa de um futuro incerto, dentro da criminalidade ou do subemprego.

– Museu de Favela – MUF: Museu a céu aberto que conecta os Morros Pavão, Pavãozinho e Cantagalo com o intuito de transformar a área em monumento turístico e cultural da cidade. O projeto do MUF contempla um ano de continuidade e sustentabilidade das atividades dele próprio. Dentro dessa estratégia anual está o trabalho pela valorização da memória cultural coletiva, fortalecimento do caráter comunitário, realização de um plano cívico comum e uma visão transformadora das condições de vida na favela, a partir das memórias e do patrimônio cultural local.

– Universidade das Quebradas: Promove a interação entre a comunidade acadêmica e os produtores de cultura e artistas da periferia. Dedicado aos alunos do curso das Quebradas, no Rio e Grande Rio, e para comemorar uma década de existência da Universidade das Quebradas, o projeto é a produção do Festival 10 anos + Quebradas, que acontecerá no MAR – Museu de Arte do Rio de Janeiro, com previsão para final de 2019. O evento traz diferentes manifestações sociais, artísticas e culturais como música, dança, teatro, poesia, literatura e artes visuais dos Quebradeiros, como são chamados os alunos.

Para a professora da ESPM Rio Carol Ficheira – e que assina a concepção do curso Formação Livre e Gratuita em Economia Criativa: Foco Produtos Socioculturais – “O curso deseja ampliar os acessos de gestores socioculturais de ONGs que atuam no Rio. Levamos para dentro da sala de aula todo o nosso conhecimento na Economia Criativa, para alavancar projetos que potencializam o desenvolvimento econômico territorial, promovem a diversidade e a inclusão profissional, transformando a sociedade por meio da arte, cultura e educação. ”