Transparência, coerência e cliente no centro das decisões são fundamentais para o sucesso das marcas
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Transparência, coerência e cliente no centro das decisões são fundamentais para o sucesso das marcas

Especialistas em construção de marcas e marketing debateram a relação das companhias com as pessoas em um painel no Supernova 2019.

As empresas hoje em dia precisam ser transparentes, coerentes com seu discurso e devem colocar os consumidores no centro de suas decisões. É o que afirmaram especialistas em construção de marca e marketing que participaram do painel “Desafios para impulsionar a intangível relação entre pessoas e marcas” no Supernova 2019, Summit de Comunicação da ESPM.

“Cada vez mais o consumidor tem que estar no centro de tudo. A marca precisa ser construída para ele e muitas vezes por ele”, afirmou André Matias, diretor executivo de estratégia da Interbrand. De acordo com o especialista, as empresas devem olhar para fora de seus escritórios e dialogar com os consumidores.

É o que também acredita Bruno Chenque, líder do Nubank CreativeLab, agência de publicidade interna do Nubank. “Essa conversa passa muito pela questão da empatia. A partir do momento que não temos empatia, começamos a tratar hipóteses como verdades: planejando do escritório sem ouvir quem vai usar aquele produto ou serviço.”

Para Ana Paula Dugaich Marques, fundadora da Allma Hub, o diálogo com os consumidores precisa ser constante. “Antigamente as marcas tinham uma ‘capa de proteção’.  Elas monologavam, tinham espaço onde falavam e eram donas do discurso. Hoje não é mais assim”, disse a especialista. “Um banco para falar com universitário precisa ter uma relação direta com ele. O mesmo acontece com uma marca de bebida que quer se conectar com a comunidade LGBT. É preciso ter um acesso verdadeiro.”

Os especialistas também destacaram que ouvir o consumidor ficou ainda mais fácil com a popularização das mídias sociais. “Agora ele tem muito mais voz”, comentou o diretor da Interbrand. “Se a gente vai ouvir o consumidor nas redes sociais, vamos entender muito melhor e mais rápido como ele está interagindo com a marca.”

Gustavo Braga Araujo, diretor de operações de marketing e qualidade de serviços da LATAM, lembrou que as empresas devem ouvir também as reclamações de seus clientes. “É preciso tratar o consumidor como parte de sua equipe, não como um inimigo. Se ele está reclamando é para te ajudar a melhorar.”

Os executivos também destacaram que as marcas precisam ser cada vez mais humanas para se conectar com os clientes. “Pedir licença e desculpa é superlegal. É muito importante que as marcas sejam humanas”, comentou a fundadora da Allma Hub. É o que também pensa o líder do Nubank CreativeLab. “As marcas deveriam assumir esse lado humano, deixando claro que estão em construção e têm muitas cosias a melhorar. Assumindo isso, você coloca o consumidor do seu lado.”

Desse modo, os consumidores podem se tornar embaixadores da marca. “Quando você consegue se conectar, o relacionamento muda completamente. Você ganha fãs que passam a fazer a comunicação pela marca”, afirmou Matias.

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