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Confira dicas sobre como criar uma persona

Representação do perfil do cliente é fundamental para uma marca lançar produtos e se comunicar com os consumidores  

 

Quando uma empresa vai lançar um produto ela cria o perfil do consumidor com o máximo detalhes. Essa representação define características como raça, cor, orientação sexual, profissão e nível socioeconômico, entre outros aspectos, e resulta no que é conhecido por persona. De acordo com Leonardo de Morais Soares, professor de Inovação Baseada na Experiência do Cliente do Master em Gestão da Experiência do Consumidor da ESPM, a persona é uma ferramenta útil para a concepção de novos produtos e para avaliar a performance dos que já estão no mercado.   

 

“Em vez de uma empresa trabalhar com dados que apontam que X% dos usuários de um produto responderam isso ou aquilo em uma pesquisa, os dados quantitativos são menos prioritários do que o agrupamento de características e o mapeamento de comportamentos para a definição de uma ou mais personas”, explica Soares. A definição da persona permite desenvolver produtos para pessoas de comportamentos, realidades de vida e até biotipos diferentes, aumentando as possibilidades de atender a diferentes perfis e necessidades. 

 

Diferença entre persona e público-alvo 

Soares destaca que persona não é o mesmo que público-alvo. Um xampu para cabelos grisalhos tem como público-alvo pessoas grisalhas. Entre elas existem mulheres que assumiram os brancos, homens e pessoas idosas, entre outras personas. 

O desenho da persona se baseia em informações que a empresa coleta em sua base de clientes, em dados qualitativos e nos mapeamentos demográfico e de perfil. “A empresa analisa todo esse material e cria a persona para gerar os produtos possíveis, porque a persona é um resultado possível. Ela contempla de maneira natural dados qualitativos e a ideia dos extremos”, diz Leonardo. “Não importa muito se 2% dos entrevistados falaram que tem comportamento X, o que importa é que esse comportamento pode significar um acréscimo ou a retirada de determinada característica de um projeto.” 

 

Como criar uma persona 

Confira a seguir as ferramentas que os profissionais usam para construir personas:  

 

1. Pesquisa e dados

Para fazer valer a ideia dos extremos, os profissionais aplicam a um protocolo de pesquisa que pode ser feito a partir de grupos focais, workshops, entrevistas e até mesmo da observação do consumidor no ponto de venda. 

 

2. Questionário básico 

A análise dos dados coletados permite construir a persona com base nas seguintes informações: nome, idade, gênero, escolaridade, profissão, renda, estado civil, família (mora com os pais, tem ou não filhos, é arrimo de família, etc.), objetivos, medos, desafios, aspirações, assuntos de interesse, hobbies, redes sociais e quem influencia suas decisões de compra. 

 

3. Análise dos extremos 

Para se construir a persona são consideradas particularidades como saber se a pessoa faz pagamentos com PIX ou cartão de crédito, se prefere assistir TV a cabo ou streaming e se gasta todo o salário ou investe parte dele pensando no futuro. Essas definições permitem reunir os resultados por semelhança, permitindo detectar um padrão. Nessas análises é comum surgirem informações para a adaptação de uma persona ou a concepção de uma nova.

Núcleo de Conteúdo ESPM
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Programme SEED

ESPM, em parceria com a Gorom Association (https://gorom.org/en/), está promovendo uma colaboração acadêmica que visa a desenvolver habilidades de empreendedorismo social, liderança e comunicação intercultural, o que permitirá um aprofundamento da compreensão do desenvolvimento de negócios globais a quatro estudantes selecionados para participar do programa, que se iniciou em julho e culminará em uma apresentação de resultados em dezembro de 2023.

O programa deste ano envolve a preocupação com a revitalização da economia local no Japão, país que tem enfrentado o envelhecimento da sociedade e a baixa taxa de natalidade e que, juntamente com outros fatores econômicos, tem imposto muitos desafios para o desenvolvimento dos negócios. Na edição deste ano, os participantes serão divididos em quatro grupos de pesquisa, envolvendo os setores de saquê, vinho, joias e têxteis, para desenvolverem soluções de propostas concretas de negócios.

Para isso, ao longo de cinco meses do programa, os participantes serão capacitados por meio de aulas, debates, realização de pesquisas e orientações, a desenvolverem suas propostas. Essas atividades serão realizadas online, mas, ao final do programa, será realizado o Study Tour ao Japão, que oferecerá uma oportunidade para os alunos levarem as habilidades e conhecimentos que adquiriram e aplicá-los de forma prática.

Serão cerca de 12 dias, em que os estudantes finalizarão as consultas e as pesquisas de campo, conversarão com especialistas, produtores locais e líderes comunitários antes da apresentação de suas conclusões, em um “Pitch Final” aos empresários e outros stakeholders-chave na cidade de Yamanashi, em dezembro de 2023.