Aprenda a organizar suas finanças pessoais com foco, disciplina e propósito
Estar com as finanças pessoais para 2026 em dia é uma meta comum, mas muito importante. No episódio 125 do Lifelong Cast, podcast do profissional em constante movimento, Paula Sauer, Professora do Master em Comportamento do Consumidor da ESPM, compartilhou dicas valiosas para quem deseja melhorar sua relação com o dinheiro ao iniciar uma nova fase.
Defina as prioridades
O primeiro passo para um planejamento financeiro eficaz é a contextualização: segundo a professora, não existe uma “regra única” que se aplique a todos. O caminho deve ser adaptado à sua realidade atual, por exemplo:
- Se você está endividado: priorize o pagamento das dívidas que possuem os juros mais altos, como cartão de crédito e cheque especial;
- Se você está no zero a zero: comece criando uma reserva de emergência;
- Se você já investe: avalie sua conta e veja se as aplicações estão alinhadas com seus objetivos.
13º salário
Sauer alertou que o 13º salário não deve ser tratado como um “bônus sagrado” para gastos imediatos. O ideal é usá-lo como ferramenta de planejamento para 2026, direcionando a quantia para a quitação de dívidas ou reservá-lo para as despesas anuais inevitáveis que virão logo no início do ano (IPTU, IPVA etc).
Comportamento de consumo
Um dos maiores erros nas finanças pessoais está no comportamento. A professora destacou duas peças que as nossas mentes costumam pregar:
- Dificuldade em enxergar o longo prazo: para muitas pessoas, especialmente as mais jovens, o longo prazo é subjetivo e parece distante. O planejamento se torna difícil quando a recompensa é postergada;
- Otimismo exagerado: o erro de não se organizar, acreditando que “no fim, tudo vai dar certo”, desconsiderando a necessidade de disciplina.
Para combater a procrastinação, é essencial dar um propósito claro para o dinheiro. “Você tem que ter um nome [para o objetivo], um propósito, um preço. Eu tenho que saber quanto isso custa, um prazo para eu criar um plano”, explicou ela. Ao nomear sua meta (ex: “Intercâmbio 2026” ou “Viagem para Patagônia”), o dinheiro ganha significado, tornando mais difícil usá-lo para gastos impulsivos.
Use a tecnologia como aliada
A tecnologia e os aplicativos financeiros são aliados poderosos, pois ajudam a manter o autocontrole e a disciplina. O importante, no entanto, não é a ferramenta, mas conseguir ver a sua situação financeira completa: saber quanto entra, quanto sai e, principalmente, para onde sai.
Sauer apontou também os riscos dos automatismos. O débito automático e as assinaturas digitais criam “vazamentos” que, somados, comprometem o orçamento. A dica é revisitar periodicamente todos os débitos automáticos e cancelar o que não faz mais sentido.
“Tem assinatura de jornal, de revista, aquela academia que você só paga e não vai. Aquele dinheiro está indo para o ralo.”
Aplique seu dinheiro
Outro erro comum é esperar o final do mês para guardar o que sobrou. Sauer propôs uma inversão de lógica: “Entrou dinheiro, aplica. Precisou, resgata”. Ao aplicar o dinheiro imediatamente, você cria um “atrito” para o resgate, tendo que pensar duas vezes antes de gastar.
O ideal é guardar um percentual da sua renda, começando cedo. Assim, você aproveita o poder dos juros compostos a seu favor, garantindo que o seu esforço financeiro seja feito em “degrauzinhos pequenos” ao longo da vida, e não em um “degrau muito maior” na fase adulta.
Veja o episódio completo: