Jornalismo do futuro: conheça os desafios da área

Jornalismo do futuro: conheça os desafios da área

Inovação tecnológica e fortalecimento dos princípios que são os pilares que irão guiar o jornalismo do futuro

 

 

O jornalismo do futuro será uma combinação entre a inovação tecnológica e o fortalecimento dos princípios que o sustentam. Em um cenário cada vez mais influenciado pela inteligência artificial, velocidade da informação e fragmentação das audiências, o papel do jornalista tende a se tornar ainda mais relevante na verificação dos fatos, na contextualização dos acontecimentos e no combate à desinformação.  

 

No episódio 115 do Primeira Jornada, podcast que te ajuda a escolher uma carreira e refletir sobre o futuro profissional, Guilherme Costa, Coordenador da Graduação Bacharelado em Jornalismo da ESPM-SP, avaliou a área e seus desafios. 

 

 

Jornalismo do futuro

Para Costa, o mercado ampliou as possibilidades de atuação, enquanto mantém a importância da técnica e da ética: “O que se transforma é a linguagem. A técnica do jornalismo continua muito importante”. 

 

Ele apontou que, no jornalismo do futuro, o profissional precisará dominar diferentes formatos e plataformas, produzindo conteúdos adaptados a cada canal. “Hoje, o repórter sai para fazer uma matéria e produz aquele mesmo conteúdo em múltiplas plataformas”, explicou. Além da redação tradicional, áreas como comunicação corporativa, assessoria de imprensa e produção audiovisual ampliam o campo de atuação dos jornalistas. 

 

A inteligência artificial também deve ganhar espaço nas redações, porém como ferramenta de apoio, e não como substituta do trabalho humano. Costa destacou que a tecnologia pode acelerar tarefas como transcrição de entrevistas e análise de documentos, desde que seja utilizada com senso crítico. “Ela facilita o trabalho, mas não substitui a apuração e a checagem das informações. A IA ainda alucina e o jornalismo é feito com base na verdade.” 

 

 

Jornalismo e fake news 

Outro desafio que cresce a cada dia é o combate às fake news e aos conteúdos manipulados por inteligência artificial. De acordo com o professor, a proliferação de deepfakes exige que jornalistas e audiência reforcem os processos de verificação. “Hoje está muito difícil distinguir o que é verdadeiro, porque a fake news bem-feita parece verdade. É preciso checar em diferentes fontes e ampliar o repertório”, orientou. 

 

Apesar dos avanços tecnológicos, Costa acredita que características fundamentalmente humanas vão permanecer indispensáveis ao exercício da profissão. “O repórter é os olhos da sociedade. É importante ir a campo, entrevistar as pessoas e perceber o não dito. Essa sensibilidade nenhuma IA vai oferecer”, destacou. Para ele, a observação, a escuta e o contato direto continuam sendo diferenciais insubstituíveis.  

 

 

Jornalismo ESPM 

A ESPM oferece a Graduação em Jornalismo nos campi de São Paulo (Álvaro Alvim) e do Rio de Janeiro (Glória-Villa Aymoré). Trata-se de uma formação que acompanha as mudanças tecnológicas e de mercado, preparando profissionais capazes de atuar em diferentes campos, sem perder o compromisso com o interesse público.  

 

“Temos uma formação crítica, aliada às técnicas e às novas linguagens para que o estudante possa trilhar o caminho que desejar”, disse Costa. “Não podemos abrir mão de jornalistas críticos e bem formados diante dos desafios da democracia.” 

 

 

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Assista ao episódio completo:

 

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Rafael Carneiro
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