A CNBC Brasil ouviu a professora de Relações Internacionais da ESPM Natalia Fingermann para explicar os possíveis efeitos do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que começa a tramitar no Legislativo.
Na entrevista, Fingermann destacou que, embora haja expectativa de aprovação entre os países sul-americanos, o tratado enfrenta resistências do lado europeu. Ela observou que o acordo tende a favorecer o agronegócio da região, mas pode encontrar entraves em novas regras ambientais, como as exigências contra produtos ligados ao desmatamento.
A professora também ponderou que o pacto tem peso mais simbólico para os europeus, ao sinalizar novas parcerias, enquanto o Brasil já vem diversificando mercados. Por outro lado, alertou para riscos à indústria: sem políticas de investimento e aumento de competitividade, a abertura pode aprofundar o processo de desindustrialização e dificultar o avanço em produtos de maior valor agregado.
Assista aqui
