O Nexo Jornal analisou os significados políticos e culturais do show de Bad Bunny no Super Bowl, interpretando a performance como um manifesto de afirmação latina em um dos principais palcos dos Estados Unidos.
Cantando em espanhol, o artista destacou símbolos do cotidiano e da história de Porto Rico, denunciou problemas sociais da ilha e defendeu pautas de imigração e identidade. Ao reunir bandeiras de diversos países e pregar que “juntos somos a América”, reforçou a mensagem de união latino-americana.
A reportagem traz a análise do antropólogo e professor do curso de Ciências Sociais e do Consumo da ESPM, Fred Lúcio. Na avaliação dele, a apresentação assumiu um caráter anticolonial e operou como uma crítica direta à dominação americana. Realizar um espetáculo praticamente todo em espanhol em um dos maiores eventos esportivos e comerciais dos Estados Unidos, reforça, carrega um peso simbólico evidente.
Embora tenha sido uma megaprodução, o especialista observa que o show procurou evocar a realidade latino-americana frequentemente invisibilizada, ainda que sustente parcela importante do poder econômico e militar do Ocidente.
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Fred Lúcio
