Entenda os fatores que levam ao crescimento do mercado de moda masculina e conheça a Masterclass da ESPM sobre o assunto
O mercado de moda masculina está em ascensão e os próximos anos prometem consolidar esse movimento. Dados da plataforma Statista mostram que, em 2025, a receita global desse segmento chegará a US$ 590 bilhões. Esses números se refletem no comportamento do consumidor e na sua forma de se relacionar com a moda, gerando um novo olhar sobre masculinidades, comportamento e branding.
Kadu Dantas, Comunicador de moda, aponta três curiosidades para entender melhor o potencial do mercado de moda masculina — tema que irá explorar a fundo na Masterclass Moda Masculina: Estilo, Mercado e Identidade, que ocorre em março na ESPM.
1 – Mercado em ascensão
Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a previsão é de que a indústria global de moda fature US$ 1 trilhão em 2025. O mercado da moda masculina, por si só, não está muito atrás: um relatório do Grand View Research projeta que, até 2030, o segmento chegue a movimentar US$ 923,85 bilhões. Até lá, de acordo com a Statista, mais de 44 bilhões de peças de roupa masculina serão produzidas.
2 – Referências masculinas
O estudo do Grand View Research atribui a ascensão do mercado de moda masculina ao crescente interesse de homens millennials e da geração Z. Para Dantas, outro fator importante é a forma como as marcas têm divulgado seus produtos. “As marcas começam a pegar referências masculinas que, até então, não eram usadas, como jogadores de futebol americano, tênis, basquete, que conversam mais com esse público masculino, que pode ser um pouco mais conservador”, explica ele.
Ao vestir esses ídolos do esporte com roupas e acessórios diferentes, as marcas “abrem a cabeça” do público: “Vai começando a pensar ‘se ele usa, talvez eu possa usar também’. Porque, antigamente, essas referências ficavam um pouco mais no âmbito da galera LGBTQIA+”.
3 – Marcas e influenciadores
Um relatório da Ken Research também aponta a influência das redes sociais como um dos fatores de crescimento do mercado de moda masculina. Segundo a pesquisa, 75% dos homens com idades entre 18 e 34 anos usam plataformas como Instagram e TikTok em busca de inspiração de estilo.
Os influenciadores de moda são peças-chave neste contexto. Dantas foi pioneiro nesse âmbito no Brasil e avalia o momento atual. “A relação entre influenciadores e a moda masculina vem ganhando muita relevância nos últimos anos. Vim de uma geração em que, como precursor, tive o privilégio de trabalhar com todas as marcas durante muitos anos, porque eu era praticamente o único”, afirma ele.
“Hoje em dia, as marcas escolhem quem, de fato, vai falar sobre ela e quem vai representá-la. Então, hoje, o influenciador tem que saber com qual tipo de marca ele quer conversar, como vai falar e abordar porque, quando você começa a trabalhar durante muito tempo com uma marca, você meio que vira o porta-voz dela.”
4 – No Brasil
Para Dantas, o Brasil ainda está dando passos mais lentos no que diz respeito à moda masculina: “Somos de um país mais machista. Os homens estão começando a se libertar um pouco mais agora”. Enquanto os brasileiros se acostumam com a possibilidade de se expressar por meio da moda, os acessórios têm sido uma boa porta de entrada.
“Um movimento muito legal que eu tenho visto é o uso de bolsas”, destaca. “Os homens aqui no Brasil abandonaram a história de que só podem usar mochila e estão se arriscando mais um pouco. Acho que é um movimento que vai ficar mais forte nos próximos anos por aqui.”
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